quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Dia 3 - Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2012.

Hoje é o terceiro dia sem fumar e o segundo dia sem adesivo. Tenho percebido que existe uma fase de verbalização inerente a todo esse processo. É como se fosse necessário afirmar sua escolha o tempo todo. Meus amigos e amigas fumantes parecem adorar conversar sobre o assunto. Tenho procurado não fugir dos ambientes que frequentava, e claro, da companhia dos amigos (grande parte deles, fumantes).

Estou cogitando a idéia de iniciar alguma atividade física. Especialmente, no período noturno. Isto porque é a noite que tenho sentido as maiores aflições com relação a dependência. Ao mesmo tempo que tem me angustiado, tenho tentado redirecionar esse sentimento à meu favor: essa vontade significa que estou vencendo o meu vício em nicotina.

Tenho percebido que parar de fumar é, de alguma maneira, uma reconstrução de você mesmo. Isto porque fumei ao longo de 18 anos e tenho que confessar que não me lembro muito bem algum período de minha adolescência ou juventude em que não tenha fumado. Talvez se existiu esse momento, é provável que tenha sido tão curto que realmente não me lembro. Estou meio desanimado para escrever. Na verdade esse desânimo amanhã explicarei melhor. Cada dia que passa, vou me libertando dessa droga.

Amanhã, escreverei sobre certezas, incertezas, ânimo e desânimo...

Hoje, não quero falar muito.

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